Análise do Grupo E

Embalada por uma campanha invicta nas eliminatórias e por um futebol que mistura eficiência e grande habilidade, a Holanda chega à Copa do Mundo da FIFA com grandes ambições. No entanto, a terceira colocada no Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola sabe que terá na Dinamarca, em Camarões e no Japão adversários de alto nível.
Nenhum país africano tem mais experiência na Copa do Mundo da FIFA que Camarões. A seleção liderada pelo técnico francês Paul Le Guen reencontrou a boa forma nas eliminatórias e pôde contar com ótimas atuações do craque Samuel Eto’o para se garantir pela sexta vez na competição. Já a Dinamarca sempre chegou no mínimo às oitavas-de-final nas três vezes em que participou (em 1986, 1998 e 2002). Por fim, o Japão saiu com moral após grande campanha nas eliminatórias.
Os favoritos
Holanda: Desde que o técnico Bert van Marwijk chegou ao comando, a Holanda não foi derrotada. Nas eliminatórias, obteve oito vitórias em oito jogos pelo Grupo 9 e chegou à classificação com tranquilidade. Sólidos na defesa e donos de um ataque extremamente criativo, os holandeses vão à África do Sul com um discurso preparado. "Temos um objetivo: o de sermos campeões do mundo", avisa Frank de Boer, ex-jogador e hoje assistente-técnico. As decepcionantes campanhas na Alemanha 2006 e na Euro 2008 já ficaram para trás. De lá para cá, muita coisa mudou na seleção, mas não a sua filosofia vencedora.
Correndo por fora
Dinamarca: Após as ausências na Alemanha 2006 e na Euro 2008, os dinamarqueses voltaram ao cenário mundial com uma classificação surpreendentemente fácil. A seleção comandada pelo técnico Morten Olsen terminou em primeiro do grupo, à frente de Portugal e da Suécia, e garantiu a sua quarta participação na Copa do Mundo da FIFA. Em campo, Jon Dahl Tomasson e os companheiros têm mostrado experiência e solidez, adquiridas na disputa dos melhores campeonatos europeus.
Camarões: Os camaroneses disputaram mais jogos e conquistaram mais pontos na Copa do Mundo da FIFA do que qualquer outro país africano. No papel, o técnico Paul Le Guen tem todas as armas para manter a escrita e fazer os Leões Indomáveis brilharem. Samuel Eto’o é o líder do grupo, mas tem a companhia de jogadores como Jean Makoun, Achille Emana e Alexandre Song. Nas eliminatórias, a seleção mostrou força principalmente nos últimos jogos da campanha.
Japão: No retorno ao comando da seleção após a fraca campanha na França 1998, Takeshi Okada teve que reformular a equipe e saber lidar com a ausência do antigo líder, Hidetoshi Nakata. Na quarta participação em Mundiais, o Japão entra embalado pela ótima campanha nas eliminatórias e pelo fato de ter vencido três das últimas cinco edições da Copa da Ásia. Assim, sonha com a possibilidade de transformar 2010 em um grande ano. Eliminados na primeira fase na Alemanha 2006, os japoneses contam agora com dois talentos que brilham nos campos europeus: Shunsuke Nakamura e o jovem Keisuke Honda.
Fique de olho
Arjen Robben (NED), Dirk Kuyt (NED), Nicklas Bendtner (DEN), Jon Dahl Tomasson (DEN), Shunsuke Nakamura (JAP), Keisuke Honda (JAP), Samuel Eto’o (CMR), Jean II Makoun (CAM), Alexandre Song (CAM).
Jogo destacado
Camarões x Holanda: O jogo tem tudo para ser decisivo na disputa por uma vaga nas oitavas-de-final e trará o interessante duelo entre Samuel Eto’o e Arien Robben.
Retrospectiva
Dinamarca x Holanda, 22 de junho de 1992: Os dois países se encontraram na semifinal da Euro 1992, em Gotemburgo, na Suécia. Classificada de forma surpreendente, a Dinamarca enfrentou os atuais campeões europeus, que ainda eram liderados pelo habilidoso Marco van Basten. Mesmo com todo o favoritismo, a Holanda só conseguiu o empate em 2 a 2 aos 41 minutos do segundo tempo, com Frank Rijkaard, levando o jogo para a prorrogação. Após 30 minutos sem gols, a disputa foi para os pênaltis e foi exatamente Van Basten quem errou e tirou as chances dos holandeses. Os dinamarqueses, por sua vez, converteram todas as cobrança, foram à final e mais tarde conquistaram o título.
Você sabia?
Morten Olsen vai comemorar em 2010 o seu décimo aniversário no comando da seleção dinamarquesa, tendo já participado da Copa do Mundo da FIFA Coreia do Sul/Japão 2002 também como treinador. Nenhum dos outros 31 técnicos está há tanto tempo à frente de uma seleção nacional. Já o francês Paul Le Guen chegou ao comando de Camarões apenas em julho de 2009.
O número
76. É o total de partidas disputadas pelas quatro seleções do Grupo E em todas as edições da Copa do Mundo da FIFA. O país mais experiente é a Holanda, com 36 apresentações.
A dúvida
Paul Le Guen poderá superar a campanha da Itália 1990 e levar Camarões ainda mais longe que as quartas-de-final? Clique e dê a sua opinião.





















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