Seleção vence a segunda sob o comando de Mano: 3 a 0

Abraço para a vitória: novatos comemoram gol do 'veterano' Pato (Mowa Sports)

Novamente a Seleção Brasileira não teve uma ótima exibição, mas conseguiu vencer outro amistoso no comando de Mano Menezes. Após a vitória sobre os Estados Unidos, por 2 a 0, com gols de Neymar e Pato, a equipe goleou o Irã, sob o forte calor de Abu Dhabi, por 3 a 0, com outro gol de Pato.

Mesmo com vários estreantes em campo, todos os gols foram marcados por jogadores que já atuaram na Seleção. Daniel Alves, lateral do Barcelona, que tem uma Copa do Mundo na bagagem, abriu o placar. Pato, do quarteto fantástico do Milan, fez o segundo. E Nilmar, do Villareal da Espanha, que como Daniel Alves já disputou uma Copa, fez o terceiro, decretando a vitória brasileira nos Emirados Árabes.

O próximo compromisso da Seleção é contra a Ucrânia, em Londres. O calor de 40º será trocado por um frio de 15º. 

O jogo

Mesmo favorito, o Brasil tomou um susto no início do jogo. Gholami, aos 4 minutos, abriu o placar, mas o árbitro parou o jogo, alegando que havia impedimento do jogador iraniano, algo que não existiu, impedindo que o placar fosse aberto.

Depois do susto, os comandados de Mano Menezes foram assustar apenas aos 12 minutos. Pato sofreu falta, e na cobrança Daniel Alves, com o pé calibradissímo, mandou a bola no ângulo do goleiro Rahmati, que nada pôde fazer, além de ver o lateral correr pro abraço, como fez em 2009, pelo Barcelona, no Mundial de Clubes, quando a equipe catalã sagrou-se campeã.

Minutos depois, estando assim com o domínio do jogo, o Brasil teve duas chances de ampliar a vantagem. Na primeira, Pato recebeu de Robinho e chutou cruzado. Praticamente em cima da linha, Heydari cortou. E na segunda tentativa, em nova jogada de Robinho, o atacante milanês carimbou a trave, e seu companheiro Pato perdeu a chance de marcar e mandou pra fora.

Já na segunda etapa, como na primeira, o Brasil entrou cochilando e quase sofreu o gol de empate. Aos 3 minutos, Nekounan mandou a bola na trave, e no rebote Hosseini a isolou.

Depois de tanto tentar, o gol de Pato aconteceu. Aos 23 minutos, após tabelar com Elias, do Corinthians, o camisa 9 fez o segundo do Brasil, em um belo chute de dentro da área, novamente sem chances para Rahmati.

Nilmar também queria deixar o dele. Aos 38 minutos, o atacante teve a chance de fazer o terceiro, mas o goleiro iraniano conseguiu defender o chute. Já nos acréscimos, André Santos cruzou e Nilmar teve a última oportunidade, e desta vez não decepcionou: 3 a 0 Brasil! 
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Após maior revés, Morumbi faz 50 anos e continua dando lucro ao São Paulo

O São Paulo está em festa neste sábado (2). Não pelo desempenho do time no Campeonato Brasileiro, mas sim pelo aniversário do patrimônio mais adorado por dirigentes e torcedores do clube. Neste dia 2 de outubro de 2010, o estádio do Morumbi completa 50 anos de existência.

De 1960 para cá, o estádio foi palco de títulos e fracassos do Tricolor e, mais recentemente, também intensificou sua importância nas apresentações de grandes shows musicais e na diversificação de atividades.

As mudanças de rumos fazem a diretoria prever um lucro de R$ 40 milhões com o estádio neste ano. Mas o que também ficou marcado negativamente na história do Cícero Pompeu de Toledo foi a exclusão do cronograma para a Copa do Mundo de 2014.

O presidente Juvenal Juvêncio sempre apostou na casa tricolor para a abertura da edição do Brasil no Mundial. Porém, uma longa novela de atritos políticos com a Confederação Brasileira de Futebol e de críticas da Fifa acabou com o veto ao estádio.

Para Julio Casares, vice-presdidente de marketing do São Paulo, ficar fora do Mundial de 2014 foi um duro golpe.

- Foi a grande frustração, mas os são-paulinos mostraram a pujança em construir o Concept Hall antes mesmo da Copa. Foi um baque, mas a guerra lá na frente está estabelecida. Assimilamos o golpe e vamos preparar o estádio com calma para jogos e shows.

Cesares é um dos principais responsáveis pela mudança de rumos na utilização do Morumbi e ainda sem descartar a participação na Copa de 2014.

- Vamos fazer toda a modernização. Se a Fifa quiser, ele esta à disposição. Não descarto ainda a possibilidade de ser palco de alguns jogos da Copa, pois está próximo de rede hoteleira importante e tem condições de abrigar.

Apesar da exclusão oficial da Copa, o Tricolor segue no caminho de transformar seu estádio em uma casa multiuso. Desde 2002, o Morumbi não dá mais ênfase apenas aos jogos, mas também a camarotes corporativos e empreendimentos no até então desvalorizado anel térreo.

- Constatamos que o Morumbi está encravado entre três shoppings e em um metro quadrado valorizado. Por que não utilizá-lo nos dias normais de semana? Por isso criei o Concept Hall, hoje com megaloja, restaurantes, livraria, buffet infantil, academia... Com isso, três mil pessoas passam por dia no estádio, mesmo sem jogos. O futebol passa a ser detalhe. Era deficitário em 2002 e hoje fatura.

Até o fim deste ano, o Cícero Pompeu de Toledo receberá ainda os shows de Bon Jovi, Rush, Black Eyed Peas e Paul McCartney. Em média, o São Paulo ganha R$ 1 milhão cada vez que aluga o espaço para uma apresentação musical.

O que não colabora para a festa ser ainda maior no aniversário do estádio é o desempenho do próprio time do São Paulo, que vem apresentando uma campanha com fiascos em sua casa neste Campeonato Brasileiro. O mais recente vexame foi a derrota por 3 a 0 para o Goiás, que briga para não ser rebaixado.

Mas o tropeço diante do time esmeraldino não foi o único nesta competição. Até o momento, sob forte crise e sem um técnico efetivo, o Tricolor deixou escapar 18 pontos em casa e está bem distante do sonho de garantir mais uma vaga na Copa Libertadores da América. Aliás, uma das maiores conquistas do clube, o tricampeonato do torneio, foi comemorado justamente no gramado do Cícero Pompeu de Toledo, em 2005.

Porém, o Morumbi também já teve interferência em campo em outras épocas. Idealizado em 1952, o estádio consumiu boa parte dos recursos do clube na época de sua construção e isso refletiu em um time com menos força. Desde a inauguração, em 1960, o local criou controvérsia, em função da suposta ajuda do poder público para o clube conseguir o terreno (um dos maiores entusiastas do Morumbi foi Laudo Natel, ex-presidente são-paulino e importante político estadual da época). O ex-governador paulista, porém, nega que o estádio tenha recebido dinheiro público.

No dia 2 de outubro de 1960, a partida contra o Sporting Lisboa marcou a inauguração do estádio, ainda incompleto, sem parte das arquibancadas. Naquela partida, 56.448 torcedores compareceram, mas havia a promessa de chegar a 150 mil lugares depois de pronto. E o público ainda queria mais espaço para a inauguração.

Coube ao são-paulino Peixinho marcar o primeiro gol do campo, na vitória por 1 a 0 sobre os portugueses. Apenas a atitude de um grupo de torcedores não deixou a festa passar sem deslizes, já que há relatos de baderna com quebra de cadeiras, portas e sanitários.

O estádio só foi concluído em 25 de janeiro de 1970, com uma grande festa, que reuniu autoridades nacionais e gerou uma onda de propagandas de felicitações de gigantes companhias da época. Mais uma vez, o adversário foi um clube de Portugal, mas sem vitória são-paulina: empate por 1 a 1 com o Porto.

Na trajetória da casa são-paulina, curiosamente, o recorde de público pertence justamente ao rival Corinthians, na partida que marcou o fim do jejum alvinegro, em 9 de outubro de 1977. O jogo contra a Ponte Preta levou 146.072 espectadores ao local.

O projeto de modernização atual prevê que a capacidade do local deverá ficar em torno de 62 mil lugares, o que deixa impossível superar os números anteriores. Por enquanto, permeado por shows e eventos, a expectativa da torcida são-paulina fica para a melhora do time no histórico gramado.

Veja imagens do Morumbi no dia do seu aniversário:


Créditos: R7
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